Jane Goodall: primatóloga, etóloga, mensageira da Paz das Nações Unidas e defensora da vida selvagem e do ambiente.



Nascida a 3 de Abril de 1934 (82 anos) em Londres, Inglaterra. Jane desde criança, mais concretamente desde que gatinha- como a própria diz-, que é fascinada pelos animais. O seu brinquedo preferido era um chimpanzé que o pai lhe deu e ela batizou-o com o nome de Jubilee.



Aos 10 anos já sonhava em ir para a África viver uma vida de aventuras com os animais selvagens. A ideia de uma menina ter este sonho tão peculiar não era bem aceite pelos conhecidos dos seus pais. Riam-se de Jane e afirmavam que ela só dizia perfeitos disparates. Mas a mãe de Jane sempre a incentivou para que nunca desistisse dos seus sonhos. Que mãe maravilhosa ♡
Quando acabou o liceu começou a trabalhar como secretaria, uma vez que não tinha dinheiro para poder continuar os estudos numa Universidade. Foi poupando dinheiro e aos 23 anos mudou-se para o Quénia onde lá viviam familiares de uma amiga. Nessa altura conheceu o Dr. Louis S. B. Leakey, que fez trabalhos na área da antropologia e paleontologia.





Leakey contratou a Jane para trabalhar como assistente e secretaria no Museu Nacional do Quênia- Corydon Museum.
Sabendo da paixão que Jane nutria por todas as áreas da ciência que estivessem relacionadas com a vida animal e da sua curiosidade, Leakey promoveu-a para a Tanzânia com a intenção de o auxiliar no seu estudo sobre os primeiros hominídeos. Foi aqui que se gerou o primeiro contacto de Jane com a paleontologia.
Jane mostrava-se motivada, paciente, apaixonada pelo trabalho e todos os seus relatórios eram perfeitamente detalhados. Estes motivos levaram a que Leakey a convidasse para estudar o comportamento dos chimpanzés. Jane respondeu com prontidão que sim.
"O que o Tarzan fez? Casou-se com a Jane errada" Jane Goodall
Em1958 foi então para Londres para estudar a anatomia e os comportamentos, que se sabiam até a data, destes animais por dois anos. Em 1960 voltou para a Tanzânia a fim de fazer as suas observações no Parque Nacional de Gombe Stream.
No início os chimpanzés escondiam-se e mostravam medo. Jane, sempre paciente, começou por observa-los ao longe com uns binóculos e aos poucos foi conseguindo aproximar-se. Nos seus anos de estudo criou uma ligação íntima com estes seres.








Logo no primeiro ano de trabalho Jane fez uma descoberta importantíssima: que os chimpanzés comiam insetos e outros pequenos seres. Até ao momento acreditava-se que estes animais eram herbívoros. Esta descoberta fez com que Jane ganhasse o patrocínio da National Geographic!
Uma outra grande descoberta foi que estes animais usam as folhas para fabricarem instrumentos e utiliza-los para uma maior facilidade ao capturar alimento. O ser humano deixa então de ser considerado o único animal com a capacidade de construção de ferramentas.
Jane dedicou os seus 50 anos de estudo aos laços familiares entre os chimpanzés e estudou ao todo 3 gerações.
Apesar de ter feito importantes descobertas e de os seus estudos serem publicados em diversas revistas de ciências, entre outros meios, como Jane não tinha um doutorado não era reconhecida pelo meio científico. Então em 1965 obteve o seu doutoramento em etologia com a sua tese sobre "O comportamento de chimpanzés livres na natureza", fruto dos seus cinco anos e observação. Foi a oitava pessoa no mundo a conseguir um doutorado sem primeiro ter uma licenciatura.
Neste mesmo ano Jane, com o pai do seu filho, Hugo Van Lawick, abriu o "Gombe stream research centre" que é um centro de pesquisa que permite a outras pessoas a estudar o comportamento destes animais e a aprenderem sobre a vida selvagem. Jane continua a visitar este centro com frequência.
Além de ter sofrido preconceito por falta de estudos também sofreu rejeição no meio acadêmico porque tinha a tendência em humanizar o seu objeto de pesquisa, neste caso, os chimpanzés.
O estudo de Jane Goodall serviu para entender o processo evolutivo destes seres e fez descobertas que mudaram a nossa visão sobre os mesmos. Mas não só. Foi também o início de uma longa luta para preservar e proteger estes animais que vivem em constante perigo devido às maldades do ser humano. Jane afirmou mesmo que os humanos falharam com a natureza, uma vez que, observa gerações de animais a viver em harmonia com o meio ambiente mas o ser humano só o destrói.
E esta luta deve-se precisamente ao facto de Jane ter ignorado as críticas da sociedade científica e ter humanizado o seu estudo. Abriu assim as portas a uma nova era da ciência: a ciência humanizada.
Hoje em dia, depois de 50 anos de estudo e de tantos tabus quebrados, Jane dedica-se ao seu instituto "Instituto Jane Goodall", que funciona em vários países de África. Neste projeto várias pessoas se juntam com a intenção de ajudar na preservação de animais selvagens.
Jane Goodall além de ser uma etóloga e primatóloga de grande importância no meio científico é também conhecida por ser a voz de uma consciência ambiental. Sempre pronta a dar palestras e a escrever livros, Jane luta todos o dias pela vida selvagem e pelo nosso planeta.
Uma mulher de garra, de bondade, de compaixão. Uma mulher maravilhosa ♡
"Os animais de quinta são mais inteligentes e conscientes do que nós imaginamos e, apesar de serem tratados como escravos domésticos, eles são seres vivos e têm os seus direitos. E,  como tal, eles merecem o nosso respeito. E a nossa ajuda. Quem vai defendê-los se nos calarmos? Milhares de pessoas dizem que "amam" animais mas sentam-se uma ou duas vezes por dia para saborear a carne destas criaturas, que foram tratatas sem respeito e sem bondade." Jane Goodall
"Aqui estamos nós,  a espécie mais inteligente que já existiu. Mas como podemos ser se destruímos o único planeta que temos?" Jane Goodall






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